Postagens

CARTA A UMA AMIGA PERDIDA!

Quem dera soubermos para onde deveríamos ir, o que teríamos que enfrentar, ou simplesmente levariamos uma pá para tirar tantas pedras no caminho. Sabe amiga, não sabemos o que vamos encontrar, nem mesmo podemos controlar se teremos força para suportar, quem dera não chorarmos tanto. Não quero deixar de me assustar com o medo do que vai ser, quero ao menos poder te dizer, vamos dançar? Dançar como loucos na chuva, sermos crianças, descobrindo o mundo, descobrindo o universo. Vamos, vamos, cantar a noite toda, paródias com letras sem sentidos, mas, vamos fazer tudo isso porque amamos. Amamos a vida em sua forma mais confusa,  seu modo mais complexo, em seu modo mais simples. Quem dera hoje dormir! Amiga! Já parou de querer respostas? Já viu as estrelas estão tão lindas, percebeu o vento está gelado, sentiu que estou com você? Não podemos ter todo o mundo, nem mesmo ter o que desejamos, porém posso te dar meu amor de amigo. Respira fundo! O mundo real é bem pior, mais não está sozinha...

CARTA A UM DEUS MORTO!

      Para quem vou gritar meus pensamentos? Para quem vou questionar pelos meus sofrimentos? Ainda jovem Deus que desconheço se fez presente em meu desespero, perguntei noites e noites, se avia sentido, porém ao nada fui lançado. A Deus fui apresentado, para que seja com sentido a morte de um tolo, contudo com os mortos não posso dialogar.      Queria ter fé para pregar em público, mas, o que me resta são migalhas do porcos, ouço a voz quando fecho os olhos, o que me entristece que são meus próprios pensamentos idealizados. Caro Deus morto, quando partiu? ainda estou a procura de sua lápide! Creio que nunca existiu!     Em turbulência minha alma que do nada veio, e para lá ade voltar, queria ao menos deixar uma rosa em seu tumulo. Queria ao menos agradecer por todos os traumas e moralidades que deixou para mim e aos outros. Despeço-me sem saber se alguém algum dia lera, pois, ao mortos nada pode ser deixado, e aos que nunca existiram, v...

CARTA A UM CARO AMIGO!

      Em dia de mente atordoada, o tempo nos passa com tanta demora que assusta acordar, queria ao menos cantar um ultimo canto antes do adeus definitivo. Quem dera a morte liberte das dores, que dia-a-dia se tornam nossa amigas, consegue ouvir? Quem sabe são palavras perdidas enquanto o tempo passa, nesse breve estar se perde o brilho.     Caro amigo, o que considerar como sendo o caminho? Se ao ver os pilares da vida me sinto cada vez mais amigo da morte, ao menos o fim é a certeza que consola meu espirito. Não desejo que despreze o sofrimento, pois, é só ele que se torna possível. Não há nada que faça tanto sentido como a morte por suicídio.     A morte é consolo ao espirito perdido, a morte é o que me sobra como liberdade, quando a tiro antes do dia apresentado. Caro irmão não se assuste se o fim chegar ou ouvir gritos é somente um homem em busca de alívio. A paz traz o sofrimento a outros, enquanto este corpo retorna ao princípio, ao pó do que foi...

CARTA DE UM MORTO VIVO

     O que podemos pensar do Natal? Seria um momento religioso ou seria um tempo que não passaria de uma forma capitalista de ganhar dinheiro com futilidades? Quem sabe não passe de uma tradição familiar que envolve as pessoas em um estereótipo que impede o pensamento diante da existência? Para que continuar alimentando as fontes de esperança, se o próprio mundo mostra a finitude e a brutalidade da natureza? As vezes paro a pensar, que complicado ser humano, entre tudo que existe e rasteja sobre a terra, um dentre estes tem consciência, esta qual leva a condição de perceber a morte. Como não temer a finitude, o término de tudo que conhece, de família, amigos, inimigos que iram ao confim do pó de onde sairão?        Ó vida, sem a razão não descobriria a esperança com gostas de fé que me fazem mexer me, porque desistir de pensar? Quem sabe por isso tanto amamos o passageiro, que alimenta o imaginário enquanto esperamos o fim que sabemos que vai chegar....

A QUEM DEVO?

      A quem devo minha obediência? Para quem devo voltar meu olhar e depositar minha confiança? Olhei em volta e apavorei-me aqueles que considero sendo os nortes, se fecham em uma redoma de segurança que ignora a personalidade pessoal. Em um mundo de inúmeras possibilidades fechamos por vezes os olhos em uma certeza que esvazia o coração de singularidade, levando me a angústia da superficialidade, perdendo o valor a vida. A você que imagina ter a minha submissão, a você que considera ter o domínio dos meus pensamentos e valores, parabéns! Engana-se na proporção que digo ter a certeza das minhas palavras.     Considero que toda a verdade seja uma produção continua de pensamentos que julgam a interioridade pela superficialidade da casca social, que adquirimos para a segurança nas das limitações pessoais, isto é, acredito ter a veracidade das ações e a certeza do que fazer, mais me engano como engano quem me ouve. Caro inimigo de minhas ideias, que constante...

CARTA DE UM ANSIOSO

      Como posso parar? Tenho muito a fazer, coisas a ler, cartas a escrever! Meu Deus, onde estou? Quem sou eu? Olho ao espelho e vejo, meu olhar é de um louco, meus pensamentos correm tão velozes que nem consigo considerar sendo verdadeiros ou equivocados, quem sabe onde vou parar!     Me refiro a você tempo, por sua causa ando tão acelerado, com respiração acelerada, meu Deus, o coração esta querendo parar! Por culpa do relógio penso não ter tempo para fazer tudo que desejo, como vou escrever com perfeição, se meus dentes estão serrilhando para terminar, pois tenho muito a fazer!     Quem me dera ter toda a vida para responder as perguntas que me faço, quem me dera poder respirar com tranquilidade, quem me dera fazer o que posso na medida das possibilidades. Sabe meu irmão tempo devo-lhe desculpas, não é você o culpado de algo.     Sou eu quem quer fazer tudo com tamanha perfeição, que esqueço que tenho a cada escolha a anulação de outra, ...

CARTA AO IRMÃO

    Caro irmão, tal vez seja eu o problema ou você, porém o que realmente é significante tornar-se-á as olhos verdadeiro com o tempo. Posso desconhecer minha verdade, questionando tudo que diante dos sentidos sou apreendido, mas quem poderá me condenar? Tornei-me caro irmão aquilo que mais detestava, aquilo que aos meus olhos era nojento, tudo deixou de ganhar brilho, quem sabe com o tempo o céu abra-se ao homem.     A morte é a libertação dos sentidos, pois, durante essa breve vida sou guiado por minhas vontades, estas me enganam com tamanha astucia que perco-me em devaneios e raiva. Sentir desprezo é por que simplesmente não concordo que as coisas sejam o que são, quem dera se pudesse aceitar tudo que você me fala, mais não, sou o que sou e sofro com a transparência.     Cantei certa noite que tudo que faço é uma loucura, e me peguei a perceber a finitude da existência e a fraqueza em meus argumentos, sou pequeno em minha história, sou um verme e como ver...