DORES DO MUNDO
Vivemos em tempos de eterna loucura,
ouço os gritos dos aflitos pelos cantos,
nada faz sentido, nem mesmo tem motivo,
são corpos e mais corpos caídos.
O medo corre veloz como o vento,
destruindo sonhos, desraizando valores,
enquanto desconhecido assombra o possível.
Enraizando ao vento seus dogmatismos,
que tem razão ou motivo para querer ser digno,
não tendo homem que seja plausível?
As lágrimas sinceras recaem-se dos olhos,
de homem abatidos pelo egoísmo,
enquanto o tempo possuem escore pelos dedos.
Não a sentido, não a motivo para lutar,
somos escravos e inimigos de nossos melhores amigos,
há ódio sem palavras, a ideias sem fundamento.
O que é falar da vida, se não for sofrimento,
não é sangue que tem em seus dedos?
onde está Deus? Estará morto, no melhor dos mundos?
Não a grito que seja ouvido,
nem suspiro que sinta-se compadecido,
tem se um homem caído, fumando no velório da mãe.
A guerra se estende para todos os lados,
em especial no íntimo do indivíduo,
que deseja enraizamento.
Não quero motivos nem palavras,
mas ações que fação sentido,
no curto tempo que existo.
Para que nas coisas que não poção ser ditas,
viva-se no exemplo,
sendo digna a morte que me espera.
Não quero guerra, nem paz armada,
desejo o sangue de quem luta unido,
gemendo pelo euforismo do mundo possível.
Pelo tempo que vivo em um mundo indigno de graça,
morto ao absurdo de sentido,
possa estar aberto ao eterno, mesmo chorando.
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