The End
O que o tempo espera para a vida, para a nossa própria vida? Quem sabe queiramos responder perguntas, conhecer pessoas ou enriquecer. Quem sabe queiramos somente olhar para toda essa confusão e agradecer.
Não se pode predestinar o fim, é somente um acidente da condição humana, um sofrimento que acolhemos no íntimo do seio da humanidade, pois, em cada ato, em cada gesto as imagem dos momento são gravadas e guardadas na lembrança.
O tempo é está construção de imagens, esse emaranhado de momentos, em que desfrutamos de verdadeiros encontros, de verdades que são experienciadas, de sonhos que são realizados. Falem ou chorem, a existência é esta confusão.
Mesmo o olhar atento do sábio ao mundo, é preciso reconhece que não há como fazer tudo, apaixonar-se sempre, estar feliz ou conservar quem amamos todo o tempo. É nesta pequena centelha que uma única certeza se apresenta, a vida se vê pelo seu fim.
Sabemos que somos momentos, e que esses terminam, que começam e que portanto são meramente acontecimentos. E nesta dramaturgia, que encontramos o começo e nesta dor que encontramos a esperança.
A liberdade é nossa dor e à nossa condição, podemos voar como os pássaros, velejar pelos mares, e destruir com a mesma força que criamos. E a melancolia? É justamente ela. que neste fato considera-se da noite uma poesia, das trevas um mistério, do amor uma história.
Os caminhos são confusos, ao ponto que acertar é um jogo de cartas, em que aposta a felicidade e com ela é a decisão do perdedor, em que faz do tempo seu amigo e dos momentos lembranças. Não se busca fugir ao imaginário para não sofrer, mas ver que tudo ganha sentido com tintas frescas.
O brilho de uma estrela, só será contemplado quando estiver morta, o que nem sempre se compreende, pois, o futuro no presente, é o presente constante da dúvida, da incerteza, da existência. As imagens são únicas e alimentam nossos sonhos, nossos medos, nossas verdades.
Ao fim cabe a beleza da vida, que me permite perceber em seu percurso ao extermínio, aquilo que chamo eu, e que dia-a-dia prescrevo as palavras da minha lápide.
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